Astrid Cabral

 

Astrid Cabral é amazonense, radicada no Rio de Janeiro, poeta, ficcionista, tradutora e cronista. Detentora de mais de dez prêmios na área de literatura, participa de mais de quarenta antologias no Brasil e exterior. Exerceu o magistério universitário como professora de literatura e foi funcionária do Serviço Exterior Brasileiro. É autora dos seguintes livros:


Alameda (Ed. GRD, Riode Janeiro, 1963)
Ponto de cruz (Ed.Cátedra, Rio de Janeiro, 1979)
Torna-viagem ( Ed. Pirata, Recife, 1981)
Zé Pirulito (Ed. Agir, Rio, 1982) Lição de Alice (Ed.Philobiblion, Rio de Janeiro, 1986)
Visgo da terra (Edições Puxirum, Manaus, 1986)
Rês desgarrada ( Ed.Thesaurus, Brasília, 1994)
De déu em déu (poesia reunida) , Sette Letras/Rio de Janeioro, Rio de Janeiro, 1998)
Intramuros ( Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, 1998)
Rasos d’água (Ed. Valer / Governo do Amazonas, Manaus, 2003)

 

 

BICHO-DE-SETE-CABEÇAS

À medida que envelheço
as sete cabeças do bicho
corto. Enfim o reconheço
íntimo de mim, meu próximo.

À medida que envelheço
conquisto-lhe o segredo.
Vejo a morte iniciação
à viagem pelo avesso.

À medida que envelheço
digo: o bicho é meu amigo.
Não, não há porque maldar
envenenando o sossego.

À medida que envelheço
sinto-me remanescente
num deserto onde tropeço
por entre sombras de ausentes.

Á medida que envelheço
aprendo a perder o medo.
Todo bicho fica meigo.
É só botar no colo.

 

A FERA

Braço a braço lutamos desde sempre.
Mal o vestido de noiva despi
e agudas garras sobre nós lançou.
Por uma década de pura glória
exibi meu triunfo pela casa:
o varal embandeirado de fraldas.
De teimosa, porém, não desistiu.
Recusou-se a enxergar o olho da rua
que, fula, apontei vassoura em punho.
Fez pacto com o tempo e se acampou
o parceiro paciente dizendo-lhe
quem por último ri, ri bem melhor.
Mobilizou no meio tempo dúzias
de terríveis malandras artimanhas.
Armadilhas armou, fez estratégias
trocou de nome, cara, pele e trajes
usou máscaras bárbaras e raras
e deitou-se entre nós no vão da cama
por breves e por longas temporadas
até que se apossou de vez do amado
e com a bocarra de sangue manchada
riu e gozou com a minha solidão.

CAVE CANEM

Dentro de mim há cachorros
que uivam em horas de raiva
contra as jaulas da cortesia
e as coleiras do bom senso.
Solto-os em nome da justiça
tomada de coragem homicida.
Mas sabendo que raiva mata
à míngua de tomar meus cães
vacinei-os. Ladrem mas não mordam
e caso mordam, não matem.

TARTARUGADA

Tisnado de mortes o terçado
arremessava seu pesado fio
contra o rijo peito de pedra
revirado num safanão brusco,
o risco das emendas escondido
entre reminiscências do limo.
Ali no pátio a grave sina de
semi-eternidade se descumpria
a golpes de força e metal.
As patas à terra e água
afeitas moviam vagas e vãs
mudo apelo no súbito ar
e enrugadas de anos, indefesas
embutiam-se sob a carapaça
trôpega balançando no chão.
Deus, quanta fúria injusta
estraçalhava a dura urna
fazendo o sangue espirrar
e jorrar mínimo rio, afluente
do contíguo rego sujo onde
o banho das panelas escorria
águas de sabão sem glória.
Peito violado carne em pedaços
e contudo o coração a pulsar
vitória? protesto? censura?
ou puro e simples instinto
a cumprir absurda tarefa?
Depois vinha a estranha noite
do velório de vinha-d’alhos
no alguidar de barro esmaltado
a faina da manhã na cozinha
o almoço de picadinho e guisado
servidos na travessa do peito
e na ancha terrina do casco.
E comíamos, grã-finos canibais
– de garfo e faca –
em pratos de porcelana.

 

 


Do espanto às indagações:
a zoopoética de Astrid Cabral

Igor Fagundes *

Venha ser o que tu és
Píndaro

Este é meu reino
Astrid Cabral

Se há uma chave para abrir Jaula, da poeta amazonense Astrid Cabral, seu nome é espanto. Vens e me lambes a fronte / e com o olhar me tateias, diz-me o livro a respeito de meu próprio ímpeto de lê-lo e sê-lo numa – animal – fraternidade. E alegremente espanta-me saber que, a despeito do título da coletânea, não há nada que, de fato, nela precise ser aberto: livres pelas páginas, todos os bichos. Libertas no verso, todas as feras. A palavra poética inaugura este espaço onde não há grades nem cadeados: solto meus cavalos / de sonho no hipódromo, anuncio-me na fala da poeta.

E se há uma chave para abrir o espanto, seu nome é sensibilidade, disponibilidade para um encontro no jardim, sem censuras, cesuras, reservas. Coragem para abrir as jaulas da arrogância, da falsa superioridade humana e flagrar-me aqui, neste arrepio de lembrar: eu também bicho. Eu também fera, onça, cobra. Súbito / a revelação / em luz se acende: um segredo a nos unir / (...) Eu também ser de veneno. / (...) Então eu toco sem nojo / o corpo da exótica irmã.

Daí resulta uma leitura que não quer e não precisa libertar do poema seus significados ou significantes. Não o adentro como se ele estivesse em cativeiro, mas sim, fosse uma selva. Destarte, os animais nada perguntam ou respondem: exclamam. E exclamo apenas, provando a poesia de Astrid feito o cão que abana o rabo, eriça o pêlo, suspende as orelhas, ou o gato que caminha sobre telhados, abelhas lambuzando-se no mel. Re-animalizado, sou a medida (ou a falta de medida) do que me afeta. Lates, a boca arregaças, parece dizer-me o livro, a completar(-me): para que eu te reconheça.

Tento abrir a jaula assim, como quem se libera numa leitura de intensidades, à maneira do que defenderia o filósofo francês Gilles Deleuze e dentro da qual não há nada a explicar, nada a compreender, nada a interpretar. É do tipo ligação elétrica.¹ Porque é nessa voltagem, na exclamação, no susto, na perplexidade frente àquilo que atravessa a vida, vivificando-a, que nasce, em nós, a poesia. Que nos vivificando, enfeitiça-nos com essas magias de Laura, às quais o livro se dedica e agora me dedicam ao movimento infante – porque de descoberta – rumo a uma zona de indiscernibilidade, na qual não saberei mais onde me começo homem, criança e bicho. A poesia de Astrid oferece o desafio: esquecer-me de mim como quem, na verdade, afirma-se nesse durante. Admirar-me, a cada momento, com isso que me é estranho e nasce atravessado, atravessando-me, de modo que também fosse, de mim (de nós), o mais íntimo. Tal qual observo(-me) nestes versos de Cave Canem:

Dentro de mim há cachorros
que uivam em horas de raiva
contra as jaulas da cortesia
e as coleiras do bom senso.
solto-os em nome da justiça
tomada de coragem homicida.
Mas sabendo que raiva mata
à míngua de tomar meus cães
vacinei-os. Ladrem, mas não mordam
e caso mordam, não matem.

Ao contrário de outros poemas em que o eu lírico se refere a um animal literal e supostamente alheio, nos versos transcritos a animalidade enunciada poderia, numa primeira leitura, parecer somente metafórica. O mesmo ocorreria em escritos como A Fera, Cavalos de Sonho, Bicho-de-sete-cabeças, em que a poeta estaria a fazer uma comparação/analogia poética entre morte e animalidade, ou entre o animal e o humano. Em Bicho-de-sete-cabeças, por exemplo, a consciência da mortalidade, que seria a princípio assustadora, abranda-se com a velhice. Perde-se o medo de morrer e a morte deixa de ser um bicho feroz e inimigo:

À medida que envelheço
as sete cabeças do bicho
corto. Enfim o reconheço
íntimo de mim, meu próximo.

(...)

À medida que envelheço
aprendo a perder o medo.
Todo bicho fica meigo.
É só botar no colo.

No entanto, se a poeta está a devolver o humano a uma identidade com os bichos (e se mesmo a morte é, ela mesma, da natureza de todo ser vivo), refiro-me a uma poética imageticamente não-metafórica. O universo de Astrid Cabral é sempre de fusão e o que chamamos de metáfora pertence ao domínio do transporte, da substituição. A holística, ou ainda, a zoologia de Astrid é aditiva, copulativa, multiplicativa. Nunca alternativa.

Logo, se o eu lírico diz Dentro de mim há cachorros é porque realmente convive com a figura dos bichos, guarda-os em si, ainda que inconscientemente por meio de uma memória paleológica, etobiológica e evolucionária. Somos animais e vivemos em simbiose com a natureza, num diálogo perpétuo sem exclusões com tudo o que nos cerca. E isso não é metáfora. O poema Onça sem pêlo é paradigmático de uma poética assim pensada: Não é por conta do medo / que não encaro de frente / essa onça sem pêlo. / Amoitada em mim / não lhe vejo a cara. / Só vislumbro no espelho / o rastro das patas. Em mim, em todos também este rastro, a herança dos répteis, anfíbios, aves, peixes e demais mamíferos.

Daí a sucessão de espantos como chave para abrir e adentrar este emblemático Jaula. Espanto agora frente ao desenjaular-se do próprio poético, na medida em que seria sempre regido pelo metafórico e Astrid constrói sua fauna verbal para além das figuras de linguagem, no fluxo de um incessante devir: tudo para que em terra firme pise / essa menina irmã de tartarugas / tão inquilina dos igarapés. De acordo com Deleuze, literatura é devir, na medida em que se instala descobrindo sob as aparentes pessoas a potência de um impessoal. E devir nunca será uma imitação, idealização, metáfora, comparação, mas uma dupla captura, nupcial:

A vespa e a orquídea dão o exemplo. A orquídea parece formar uma imagem da vespa, mas de fato há um devir- vespa da orquídea e um devir-orquídea da vespa. A vespa torna-se parte do aparelho reprodutor da orquídea ao mesmo tempo que a orquídea torna-se órgão sexual da vespa. ²

A poesia de Astrid é o real em seu excesso, manifestado pelo amor natural, Eros ecológico que modela o mundo, desmancha os limites das coisas e toda a cadeia de entes: dos infra-celulares, passando pelos vegetais, minerais, até chegar aos animais. Por isso, soaria ingênuo falar também em figuras de linguagem como a prosopopéia, pois, como diria Clarice Lispector, não humanizo bicho porque é ofensa – há que respeitar-lhe a natureza – eu é que me animalizo. Não é difícil e vem simplesmente. É só não lutar contra e é só entregar-se .3

No conto À sombra da papouleira, que encerra o livro, a personificação é legítima porque satírica. Fabular, o texto imprime no corpo da natureza a linguagem humana, incorporando na fauna e na flora o peso de nosso tempo e de nossa crueldade, futilidade, vazio. Bichos fazem exercícios de ginástica, aulas de canto, ridicularizam uns aos outros e competem na mesma ânsia capitalista. Numa refinada ironia, a fábula serve, nesse caso, de instrumento tático para criticar o humano e, logo, negar a si própria. Simbolicamente, sinaliza o quanto a natureza já se encontra contaminada pela cultura: Deixe estar que um dia voltaremos para a vingança, promete-se uma das personagens personificadas do conto, atestando o que Clarice já salientara: esta ofensa que é humanizar um bicho. De novo o espanto. Desta vez, diante do brilhantismo com que a autora domina seus recursos estilísticos. Na fábula, Astrid é fabulosa. E se falo em não-metáforas (ou num para além das metáforas), celebro a fala silenciosa da metonímia: em cada verso, em cada devir, o que sobressai na parte é o todo. Um panteísmo.

Mas deste encontro com espantos e admirações não nasce apenas o poético. Já disse Aristóteles: Através da admiração, pois, tanto agora como desde a primeira vez, os homens começaram a filosofar. Assim, tó thaumázein, o espanto, o admiração, é a palavra de origem para uma possível confluência entre poesia e filosofia desde seus primórdios no Ocidente. Miscigenação que sempre se fez existir na obra de Astrid Cabral, marcada pela indagação metafísica, entre outros motivos.

Mesmo aqui, neste breve e temático livro, quando se poderia suspeitar da ausência do habitual vigor filosófico da autora, mais uma vez é a força cosmogônica de seu pensamento o que se consolida. O que consolida este espanto, mais um, mais outro, no labirinto de tantos: de um lado, uma poesia que leva o leitor a uma fraternidade animal, a uma comunhão afetiva, sensorial, acima de qualquer compreensão racionalista, cientificista e antropocêntrica que o próprio livro critica; de outro lado, a permanência da inquietude existencial e, portanto, reflexiva frente ao desastre ecológico ao qual ruma a humanidade: que fome tão feroz é essa / capaz de gerar o massacre de mansos bois, tenras vitelas?

Se pensada dentro de uma intertextualidade com outro pensador, Félix Guattari, a filosofia poética (ou a poesia filosófica) de Astrid Cabral consistiria numa espécie de ecosofia. Guattari4 problematiza as possibilidades de ação humana em níveis individual e planetário, conclamando a reinvenção do ser e do estar no mundo. Revela-nos a desconexão que há em nossas relações sociais ao contextualizar o homem moderno em seu modus vivendi serial, marcado pela velocidade tecno-científica e a especialização. Quando trata da relação da subjetividade humana com sua exterioridade (social, animal, vegetal, cósmica), o autor sinaliza para uma nova compreensão da vida, caracterizada por uma ecologia mental, social e ambiental.

De modo poético, mas igualmente contundente, Astrid faz referência ao tecnocratismo digital em poemas como Baleia albina (Somos então outra casta de peixes / pescados nas malhas / da eletrônica rede), condena a mercantilização animal em Os búfalos (Nada porém impede-lhes o servil destino / de acabarem esquartejados em bifes / couro reduzido a sandálias), bem como a banalização da morte em Tartarugada (E comíamos, granfinos canibais / - de garfo e faca - / em pratos de porcelana).

Conforme lembraria Deleuze, um escritor não escreve apenas para os leitores, mas também pelos não-leitores, ou seja, “no lugar de” e não “para uso de”. Assim, da mesma maneira que o poeta-pensador Artaud havia dito que escreve pelos analfabetos, pelos idiotas, pelos selvagens (não para que o leiam, mas no lugar deles), Astrid parece escrever pelos bichos, convocando em sua poesia toda a sensorialidade e organicidade da voz animal ausente de linguagem humana. Toda a dor, instinto e mistério do que, na natureza, não tem palavra, raciocínio. Astrid busca essa conciliação. Conforme o fragmento do texto “O Fim do Pensamento”, do italiano Giorgio Agamben, a potência poética que perpassa Jaula poderia ser, no discurso agambeniano, assim instaurada:

Acontece como quando caminhamos no bosque e, subitamente, surpreende-nos a variedade inaudita de vozes animais. Silvo, trilo, chilro, lascar de lenha e metais estilhaçados, assobios, cochichos, cicios: cada animal tem seu som, nascido imediatamente de si. Ao fim, a nota dúplice do cuco ri de nosso silêncio, divulgando nosso ser insustentável, o único sem voz no coro infinito das vozes animais. Então, provamos do falar, do pensar .5


Do espanto às indagações: Agamben dá eco ao dilema de pensar se existe uma voz humana como, por exemplo, o fretenir é a voz da cigarra ou o zurro é a voz do jumento. Os homens estão suspensos na linguagem. Em seu trilo, é claro: o grilo não pensa7 , continua o italiano. O filósofo disserta sobre uma relação de atrito entre voz e linguagem, phoné e logos, suscitada quando entramos no bosque e percebemos distinções entre o animal e o humano. À medida que nos distanciamos da voz – a voz animal – experimentamos a linguagem como presentificação do pensamento, impossibilitando-nos de emitir um som imediato e exclusivamente físico e biológico.

Quando Astrid Cabral pensa sua ecosofia poética, sabe que, a cada pensamento, sua voz – a voz animal – está sempre fugindo no caminho humano da palavra. Esse estar atormentado pela fuga irrevogável de nosso phoné tão-somente corporal é o que configura a geração e expansão do pensamento. Ver-se obrigada a pensar, no encontro consigo mesma e com aquele em quem busca uma re-identificação (o bicho), faz da poesia de Astrid uma tensão – ímpar na literatura brasileira – entre nossa irrecusável semelhança com os animais e nossa irrecusável diferença. Nessa encruzilhada, diz a poeta diante de um pássaro: conheço-lhe o passarês / sem jamais decifrar-lhe a voz.

A poeta, assim, caprichosamente faz uso disso que nos afasta dos seres não-humanos justamente para nos aproximar deles. E se a amazonense escreve pelos bichos, também espera que eu a leia em nome deles, que a leiamos em nome de sua falta de linguagem (logos) e constrangidos por nossa carência de voz (phoné). O estopim inicial do espanto, característico do poético, cede naturalmente ao influxo da pergunta, do questionamento, da inquietação próprios do homem, do poeta que sabe: é preciso caminhar além do mero susto. Eis a ética poética. Vamos dar nome aos bois / e chamar os dicionários / de burros de tão mudos / pois as tresmalhadas manadas / de bois que não são bois / como vamos nomeá-las? Eis a ética da inquietação própria do homem, do poeta, da poeta Astrid que sabe que, enfim, nada é efetivamente sabido.

Por tudo o que foi exposto, a escrita de Astrid Cabral não constituiria uma zoopoética apenas na medida em que o prefixo zoo se remete freqüentemente ao reino animal. Do grego zωή, zoé, diz vida na condição de vivificação que atravessa todos os viventes. Já diferenciara Carl Kerényi7 os gregos bios e zoé. O primeiro refere-se à vida específica, individual, finita. O segundo, a vida impessoal, indiferenciada, infinita. Bios é o transitório de zoé. Na zoé-poética de Astrid Cabral, o que se sublinha é a vivificação trans-espacial e trans-temporal da totalidade cuja morte é impossível. Poesia e zoé como transcorrer ilimitado de vida, curso sem ênfase em biografias, em histórias privadas e demais particularizações.

Neste livro em que as magias de Laura são também a magia de Astrid e de zoo/zoé, um boto prestes ao bote habita / e investe para que outros rios se gerem / e a vida não se aborte e eterna jorre. Laura, Astrid, boto, rios: outros nomes para chamar o mesmo – a poesia.


* Poeta, jornalista, mestrando em Poética na UFRJ e autor dos livros Transversais (2000), Sete mil tijolos e uma parede inacabada (2004) e por uma gênese do horizonte (2006).

Notas:

1DELEUZE, Gilles. Conversações. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1992, p. 16.

2DELEUZE E PARNET, Claire. Dialogues. Paris: Flammarion, 1977, p. 8-9.

3LISPECTOR, Clarice. Água Viva. Rio de Janeiro: F. Alves, 1993, p. 54.

4GUATTARI, Félix. As três ecologias. Campinas: Papirus, 1990.

5AGAMBEN, Giorgio. “O Fim do Pensamento”. Em: Terceira Margem. Revista do Programa de Pós-graduação em Ciência da Literatura, ano VIII, número 11, 2004. Tradução de Alberto Pucheu, p. 157.

6Idem, ibidem.

7KERÉNYI, Carl. Dionisio; imagem arquetípica da vida indestrutível. Tradução de Ordep Trindade Serra. São Paulo: Odysseus Editora, 2002, p. XVII-XXII.



 
 
 
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