Há seis anos nascia o panorama, que mais tarde viria chamar-se panorama da palavra. Era dia de São Jorge e São Pixinguinha - 23 de abril . Só podia mesmo ser coisa protegida. Brasileiro, não vingaria sem que chegassem forças, daqui e dali, dos amigos que sempre estão por perto, incentivando para que prossiga.

O que aconteceu de lá pra cá foi tanto que nem dá para contar, mas o resumo de tudo é que foi divulgada muita poesia, houve muita troca e estabeleceram-se boas amizades. Em dois concursos promovidos pelo jornal e cujos prêmios levaram os nomes dos poetas Astrid Cabral e Marco Lucchesi foram ratificados os trabalhos de autores que estão ainda produzindo, e bem. Mas o mais importante de tudo é que o jornal continua, como qualquer um de nós, esforçando-se muito para não desistir de vez, para não deixar de acreditar que um dia o País olhará para a literatura como necessidade; que as pessoas todas saberão ler, escrever e criar, e que as iniciativas independentes que objetivam divulgar a criação receberão enfim apoio e estímulo.

Por enquanto vamos indo como você, caro leitor, escrevendo e sonhando, que essa é a vida dos poetas. E na passagem desses seis anos, queremos convidá-lo a celebrar um período de muitas alegrias, desejando-lhe o que conseguimos construir: muitos poemas e uma rede enorme de interesse e paixão em torno daquilo que nos move a todos: a literatura.

E é por isso que agora o panorama passa a ser vendido. Por muito pouco, por pouquíssimo dinheiro. Em troca, você terá leitura para uma vida e a companhia daqueles que fazem da arte o seu alimento essencial.

 
 
 
 
 
poeta da vez
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editora da palavra