Em Par

Helena Ortiz

"Com Em Par, de Helena Ortiz, nasce a Editora da Palavra, dando continuidade a uma utopia para o século XXI, que levou a poesia ao palco, criou um jornal para divulgá-la e agora passa a registrá-la em livros. A Editora da Palavra, exercendo o direito à diferença, apresenta-se aos autores e leitores com um diferencial que não é novo; um diferencial simples porém raro: nós gostamos de livros."

Os Editores

Sete Vozes

Coletânea de poemas

"Sete vozes é uma boa surpresa no campo das edições de antologias de escritoras que aos poucos vão tecendo a rede de um novo cânone literário feminino brasileiro. Todas as sete trabalharam e a maioria já coleciona prêmios e obras publicadas.

O que impressiona neste livro é a incidência de certos motivos que dizem muito da poesia de mulheres do início deste século XXI e que caracterizam o contexto de sua escrita, de um modo geral erótica, emotiva, autobiográfica e carregada de uma preocupação existencial, buscando uma definição para seus atos e escolhas na vida. Estes não são isentos de contradições, como tudo que é novo, ousado e independente neste universo feminino agora autônomo com relação ao autoritarismo e à orientação da sociedade patriarcal, que ficou para trás."

Luiza Lobo

 

Olhar descalço

Paula Padilha

"Em seu livro de estréia, Paula Padilha realiza uma aparente viagem aérea, na medida em que divide a obra em três partes: 'Pouso', 'Decolagem', e 'Vôo'. Por um lado, podemos dizer que sua poesia é grave, produzida por ondas densas e discretas. Por outro, temos a sua cosmovisão do fazer poético indicando-nos que as palavras constróem a tensão de um arco cujas extremidades estão arraigadas na terra firme, no real visto sem camuflagem - visto por um olhar descalço. Não há excessos: a linguagem é econômica e precisa, apesar de densa em efeitos líricos, como metáforas muito adequadas e uma sonoridade que enleva o leitor. Essa necessidade de buscar a essência do fato lírico demanda certa paciência e persistência, mas todo o livro indica que Paula Padilha acaba por ser tocada pela tempestade que é necessária ao poeta enfrentar antes do 'raio afiado tocar a nuvem' e dar origem aos poemas, momento em que se registra o "estado de susto" ."

Rita Moutinho

 

Sete mil tijolos e uma parede inacabada

Igor Fagundes

"Igor Fagundes abre as portas de sua casa em construção e nos convida a contemplar os jardins suspensos, a forma dos corredores inacabados e as janelas que dão para outro tempo e espaço, por onde se move o ainda-não. Livros. Sonhos. Tijolos. Palavras. A poesia de Igor se ressente de uma estranha alegria de viver. Não terminar a casa talvez represente uma vontade de futuro e de transformação, um apelo, uma demanda de coisas secretas e indefiníveis que só um percurso de silêncio, e mais silêncio, e mais e mais, poderá deslindar dos vários materiais e palavras. Uma casa por dizer. E habitar".

Marco Lucchesi -(poeta, tradutor e doutor em Teoria Literária)

Invenção de Eurídice

Iracema Macedo

Este livro é notícia de uma travessia existencial, amorosa. Adotando uma linha órfica e reunindo suas fontes nordestinas, solares e dionisíacas, às vivências mineiras, lunares e órficas, aqui está o dilaceramento lírico, sem o qual a poesia não se derrama nem se condensa.

Affonso Romano de Sant'Anna

 

Tinto

Nilzanira Reyes

"Ao apresentar aos leitores o livro de estréia de Nilzanira Reyes, Tinto, a Editora da Palavra dá mais um passo na direção do que considera fundamental em poesia: primeiro a expressão de uma voz original, a sua percepção do real, depois a tradução do sentimento, procura minuciosa das palavras, o trabalho, o respeito ao tempo em que o poema repousa, não sem cuidado, não sem um trabalho paciente e persistente, até que passe a existir, natural, como se tivesse nascido pronto.

A poesia de Nilzanira Reyes é fruto desse trabalho e da observação do mundo em que vive, não para julgar ou posicionar-se, mas para humanizá-lo com delicada compaixão. A força da memória está presente na maioria dos poemas, já que 'Toda poesia nasce da devoção das lembranças', conforme Heidegger.

Estão presentes também devoção e amor, esse em primeiro lugar, porque é nesse universo que a autora se coloca, sem nenhuma pretensão, apenas porque ocupa um lugar destinado.

Enquanto isso, vive e escreve como quem degusta."

As Editoras

 

Mar Espesso
Maria Dolores Wanderley

Pablo Neruda no poema "Enigma": Perguntaste-me que fia o crustáceo entre as suas patas de ouro e eu vos respondo: O mar o sabe. E foi justamente em alto Mar Espesso com seus encantos e mistérios (todo encanto é um mistério mas raríssimos mistérios têm encantos) que a poeta Maria Dolores Wanderley decidiu mudar, sair da rota da sonolenta poesia brasileira, afogou a solidão, matéria prima de 9 entre 10 falsos poetas, confessou e cantou o amor, o amor sem limites, o amor compartilhado que nada tem de submisso, o amor que não permite sequer a possibilidade da trsiteza, da derrota como você comprovará no poema "Canção": Quando ia dizer-te/ do meu amor cativo/ pássaros voaram/ do meu coração/ Quando ia confessar-me/ inadequada para viver/ uma feroz infelicidade/ me porcorreu.

Luiz Horácio Rodrigues
jornalista

 


Contramão
Alcir Henrique da Costa

" Mais de vinte anos depois, Alcir Henrique ressurge literariamente com esses primorosos contos de Contramão. De imediato há de se notar que agora o apuro artesanal chega a tal ponto, que dir-se-ia desenhar agudas, bem lapidadas arestas de um reto-diamante, construído não somente na luz, mas também em muita sombra, delírio e pesadelo. Os diálogos se mostram exemplares e o livro revela uma unidade estilística que impressionou a todos os que puderam ler de primeira mão, como foi o caso do poeta Álvaro Mendes, entusiasta da obra. Ao lado do esmero formal, os temas das narrativas são bastante variados, o que torna o livro vivo, surpreendente, bom de ler. "

Afonso Henriques Neto


Sol Sobre o dilívio
Helena Ortiz

"Econômica no dizer, pungente no sentir, competente ao transmitir: três qualidades marcantes desta poeta que se reafirma aqui em linguagem inconfundível e unidade expressiva integrada de voz, características exclusivas de poetas prontos. Com este livro, no meu entender, Helena Ortiz ingressa definitivamente na categoria de poeta de nascimiento sin poder remediarlo."

Márcia Canvedish Wanderley

 

 

 
 
 
poeta da vez
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editora da palavra