A POÉTICA DO SILÊNCIO

Igor Fagundes*

Após algumas passagens por coletâneas de literatura, Joana Maria Guimarães, com seu primeiro livro solo, Campo de Pouso, finalmente aterrissa no flutuante cenário da poesia brasileira contemporânea. Se, em outra ocasião, foi Cecília Meireles quem nos lembrou que as palavras voam / às vezes pousam, hoje é Joana Maria quem nos prova que as palavras permanecem a voar, mesmo quando em pouso.

No campo de vôo das páginas, tudo é movimento: do título dos poemas, em geral reticente e sugestivo, ao último verso de cada um deles (quando a autora, fazendo uso de cortes lancinantes de efeito, busca dar continuidade e alargamento semântico ao que poetiza, por meio da valorização do não escrito), como em “Sanatório”: da memória salta o rosto: / olhar liso /riso oblíquo / é o irmão / a dar adeus atrás / das trincheiras.

Poder-se-ia dizer que a fanopéia de Joana Maria Guimarães (conforme classificaria Ezra Pound, autor epigrafado no livro, o verso imagético) é um convite a uma poética do silêncio, para além das imagens apontadas pela palavra. Avessa ao jogo pelo jogo, a autora cultiva uma poesia não derramada, enxuta e predominantemente visual, assim sugerida já no primeiro poema do livro, “O engenheiro”, em que faz uma não gratuita alusão ao poeta João Cabral de Melo Neto: constrói o poema / de carnadura mineral / diz um canto / lavado.

Como se em pintura, a dialética entre verbo e silêncio de Joana Maria se assemelha a pinceladas de luz e sombra, figura e fundo, embora no poema, a imagem esteja sempre por se construir. O poema é um ser vivo e, como tal, a cada dia/releitura se faz outro e de um outro prescinde para se manter vivo: o leitor. E para incorporar, no subliminar do discurso, a voz destes que almejam se escrever no que lêem, a escritora não apenas dá chance e brilho ao mutismo, como também preferência ao verso referencial (em terceira pessoa), ainda que reserve um bloco inteiro para a conjugação de um eu, no caso, não particular, mas plural: sei somente das vozes / pelas esquinas do meu corpo.

Que o leitor não a acuse, contudo, de zelar por uma pasteurização poética, comum entre os plástico-minimalistas do verso e influenciada pelo viés construtivista-racionalista, abastecido primordialmente em João Cabral: Joana Maria Guimarães conserva a delicadeza do lirismo na contenção substantiva (um céu sem nuvens / onde me deixo estar / corpo ancorado em azuis), a emotividade na fotografia do cotidiano (ficar à porta / da Catedral é o seu desejo / permanecer ali: /mendiga), a musicalidade no verso branco e livre (que o filho venha / com o cheiro de mato / ruído das ruas / riso dos loucos), sem que cante em tom confessional.

Na busca por um timbre próprio, a poeta viabiliza uma fala jamais neobarroca ou neo-simbolista acerca do divino, dado seu compromisso (de algum modo, cabralista não ortodoxo) de trabalhar pela coisificação do imaterial e humanização da coisa, conforme prega também a poética de Rilke – autor, não por acaso, da primeira epígrafe do livro. Em “Sobre todas as coisas”, Joana Maria, à semelhança de águas / ao sopro de navios / ao Teu sol se abre. E, até quando em diálogo com a morte, é capaz de voar em territórios solares e livres de um romantismo anacrônico, fazendo-se pousar na leveza de um “Lá” (onde não mais se aprende / ainda seremos estrangeiros) ou na criatividade de um “Arcano XIII” (palavras alçam vôo / vão /aonde papoulas não fenecem).

Se a transgressão da linguagem deu-se, ao longo da História Literária, ora pelo tempo, ora pelo espaço, o escrito aqui, em consonância com a pós-modernidade, desfaz os limites entre espaço e tempo (em descompasso alguém / engole dia a dia / a massa espessa dos minutos), tornando transversais o horizontal e o vertical da travessia humana (em desafio à rotina /na parede /o relógio parado).

Em Campo de Pouso, o onde e o quando se subvertem mutuamente e, por isso, ainda que invocado, o passado é apenas um contraponto (e não o foco) para se versar o presente – ambos elementos de um mesmo espaço chamado casa ou corpo, casa e corpo, o dentro e o fora do homem em sincronia com o antes e o depois: seu tempo é agora / deseja desfrutá-lo sem receio / olhar atento / navega ao largo.

Ao permeabilizar essas fronteiras, Joana Maria permeia-se de outras vozes (penetram a pele / impelem à escrita), de agora e ontem, entre os quais se citam Augusto Sérgio Bastos, Dora Locatelli, Ferreira Gullar e Luiz Otávio Oliani, e mais algumas eternamente presentes em nossa memória: Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Érico Veríssimo, Ezra Pound, Gaston Bachelard, Hilda Hilst, João Guimarães Rosa e Nicolas Guillén.

Nossa poeta-aprendiz (como prefere ser chamada e como são, na verdade, todos os artesãos da palavra) sabe que seu campo de pouso não se limita a estas páginas e nos deixa ansiosos por novos vôos. Por ora, bebo à beleza de seus versos / ciosamente guardo o marfim /na concha de minhas mãos /vazias. Peço mais. E parafraseando os versos rilkeanos transcritos no livro, respondo-lhe sem qualquer favor: Que faço, poeta? Eu te celebro.

Igor Fagundes é poeta, dramaturgo, jornalista graduado em
Comunicação Social pela UFF, mestrando em Poética
na UFRJ e autor dos livros Transversais (2000),
Sete mil tijolos e uma parede inacabada (2004)
e Por uma gênese do horizonte (2006).

 

 

Cantares

Lucia Fonseca

Lucia Fonseca estreou na poesia com Invenções do silêncio, pela Editora José Olympio em 1980, ano em que recebeu o Prêmio Emílio Moura, pro-movido pela Coordenadoria de Cultura do Estado de Minas Gerais com Rede Fluvial, editado em 1983, também pela José Olympio. Em 1985, publicou Cadernos de Geografia pela Editora Mitavaí, quando Ivan Proença, autor da orelha do livro, elegeu, sem hesitar, sua produção entre o que de melhor se fez em poesia no Brasil pós-22.
Na década de 90 publicou dois livros em prosa: Outono, Primavera, Coração (Ed. Artes e Contos, 1995) e Confissões de Penumbra (Ed. Rosa dos Tempos, 1997); em 2003, A última grande dama, em homenagem à sua mãe, Yolanda Brasileiro Madeira, pela Editora Jobim Music.
De lá para cá, muitas autoras surgiram no cenário poético brasileiro e se tornaram grandes. Maiores até quando se sabe que a poesia é para poucos poucos, e decidir escrever, decidir publicar é ato de coragem. Assim mesmo elas transpõem as dificuldades e se mostram íntegras e livres.
Em 2007 a Editora da Palavra celebra com seus leitores o retorno ao livro dessa poeta que é tão carioca quanto Ipanema. É possível dizer que cresceram juntas, que uma colhia as conchas jogadas na praia da outra, num tempo em que ainda havia arrastões e tudo era simples.
Com formação em História Natural, Lucia Fonseca tem olhos para observar o que é cada coisa, estudá-la, dissecá-la até conhecê-la intimamente, e de-pois encantá-la para sempre. Esse é o mesmo movimento que se observa na sua poesia.
Cantares é o livro de uma vida e tudo o que ela encerra: atitude e domínio artesanal, impulso e alta dosagem de lirismo. É obra de indiscutível quali-dade literária: poema.

 

Fora de Moldura

Elida Escaciota

Em seu livro de estréia, Elida Escaciota apresenta uma poesia multívoca, multifacetada, permeada por um lirismo ora grave, ora irônico que se debruça principalmente sobre o mistério da escrita, do fazer poético. O que fazer, como fazer, o que é o poema enquanto objeto estético parece ser o letimotiv de suas palavras. No meio do caminho tematiza a infância, a força da juventide, recados da natureza e da grande cidade em quase haikais.

Poemas mais longos, poemas mínimos, ora com um rítmo de redondilha, ora soltos, brancos, mais descompromissados com uma forma específica.

Tudo isso seria mera descrição técnica que serviria a qualquer poética, não fosse a sinceridade, a universalidade dos versos, pedra de toque de seus textos.

Assim, nos vemos diante de uma poeta enternecida com os fatos da vida e do verso para quem "Quem confere/ se ferra com ferro e aço" - é o que nos avisa de saída, apesar de reconhecer que tudo o que nos cerca passa por outra dimensão: "Hoje, a ventania é por dentro / lá fora, a tarde // brisa,". Constrói desse modo uma temperatura interna plena de imagens simples e profundas. Não veio para brincar ou brinca, parodiando Cabrera Infante, sério dentro da brincadeira.

No universo ainda confuso da poesia do século XXI, Elida se apresenta com uma grande inteireza. Inteireza de quem começa uma caminhada sabendo que muita coisa ainda está e sempre estará fora de moldura, dentro da maior tradição lírica do Ocidente. Sem grandes vôos, maquinações ou construções sofisticadas seu livro se apresenta na sua integridade de obra inicial. Que sejam muitos seus caminhos porque verdadeiros.

 

Fora de órbita

Luiz Otávio Oliani

"Estamos diante de um livro maduro, que sugere profunda reflexão. Necessário se faz, pois, sairmos da "órbita" que nos impõe o"confinamento"e nos "impede a vista / da liberdade". Nada de versos românticos, melosos. Olhos atentos para o que está ao redor. Indignação. Uma possibilidade de atravessar o tempo. Tempo-hoje, cotidiano, que está sempre correndo, inconformado. Tempo que transita no ir e vir, onisciente. Tempo que limita o ser humano entre o naser e a morte. Vida que "pulsa em hiatos". Morte que "não é daltônica". Crença na eternidade que tem como "passaporte" o verso. "Verso / a burilar os homens". Vers-soco-no-estômago. Verso-arte. Arte que aproxima o artista de Deus, por participar "ainda mais claramente do Poder Criador do Pai", como disse Dom Hélder Câmara, em "O deserto é fértil". Mas se o poeta está sentado à "sombra de Deus", seria mesmo, para o autor, uma "inútil tentativa / de ser Deus por um minuto"? Luiz Otávio Oliani faz sua "oferta de palavras / e não de peixes". Impregnadas de poiesis, fortes e concisas, as palavras saltam dos versos, sacudindo o leitor: "a eternidade tem pressa / enquanto o homem // nunca sabe esperar", mas" quem se indigna / diante de quem sangra?","carpediem / enquanto há tempo / os coveiros nem se importam / em repetir o seu ofício". Até a sensualidade tem"efêmero prazer / fundido em pedra". Mas é tarefa difícil desfazer/ a mó de pedra".

A poesia deve ser alinhavo, sem pontos definitivos, pronta para novas costuras interpretativas. Assim, "Fora de órbita" convida a uma viagem em torno da palavra, percorrendo o universo de signos e significados. Uma obra rica, digna de atravessar os próximos séculos."

Teresa Drummond

 

Em Par

Helena Ortiz

"Com Em Par, de Helena Ortiz, nasce a Editora da Palavra, dando continuidade a uma utopia para o século XXI, que levou a poesia ao palco, criou um jornal para divulgá-la e agora passa a registrá-la em livros. A Editora da Palavra, exercendo o direito à diferença, apresenta-se aos autores e leitores com um diferencial que não é novo; um diferencial simples porém raro: nós gostamos de livros."

Os Editores

Sete Vozes

Coletânea de poemas

"Sete vozes é uma boa surpresa no campo das edições de antologias de escritoras que aos poucos vão tecendo a rede de um novo cânone literário feminino brasileiro. Todas as sete trabalharam e a maioria já coleciona prêmios e obras publicadas.

O que impressiona neste livro é a incidência de certos motivos que dizem muito da poesia de mulheres do início deste século XXI e que caracterizam o contexto de sua escrita, de um modo geral erótica, emotiva, autobiográfica e carregada de uma preocupação existencial, buscando uma definição para seus atos e escolhas na vida. Estes não são isentos de contradições, como tudo que é novo, ousado e independente neste universo feminino agora autônomo com relação ao autoritarismo e à orientação da sociedade patriarcal, que ficou para trás."

Luiza Lobo

 

Olhar descalço

Paula Padilha

"Em seu livro de estréia, Paula Padilha realiza uma aparente viagem aérea, na medida em que divide a obra em três partes: 'Pouso', 'Decolagem', e 'Vôo'. Por um lado, podemos dizer que sua poesia é grave, produzida por ondas densas e discretas. Por outro, temos a sua cosmovisão do fazer poético indicando-nos que as palavras constróem a tensão de um arco cujas extremidades estão arraigadas na terra firme, no real visto sem camuflagem - visto por um olhar descalço. Não há excessos: a linguagem é econômica e precisa, apesar de densa em efeitos líricos, como metáforas muito adequadas e uma sonoridade que enleva o leitor. Essa necessidade de buscar a essência do fato lírico demanda certa paciência e persistência, mas todo o livro indica que Paula Padilha acaba por ser tocada pela tempestade que é necessária ao poeta enfrentar antes do 'raio afiado tocar a nuvem' e dar origem aos poemas, momento em que se registra o "estado de susto" ."

Rita Moutinho

 

Sete mil tijolos e uma parede inacabada

Igor Fagundes

"Igor Fagundes abre as portas de sua casa em construção e nos convida a contemplar os jardins suspensos, a forma dos corredores inacabados e as janelas que dão para outro tempo e espaço, por onde se move o ainda-não. Livros. Sonhos. Tijolos. Palavras. A poesia de Igor se ressente de uma estranha alegria de viver. Não terminar a casa talvez represente uma vontade de futuro e de transformação, um apelo, uma demanda de coisas secretas e indefiníveis que só um percurso de silêncio, e mais silêncio, e mais e mais, poderá deslindar dos vários materiais e palavras. Uma casa por dizer. E habitar".

Marco Lucchesi -(poeta, tradutor e doutor em Teoria Literária)

Invenção de Eurídice

Iracema Macedo

Este livro é notícia de uma travessia existencial, amorosa. Adotando uma linha órfica e reunindo suas fontes nordestinas, solares e dionisíacas, às vivências mineiras, lunares e órficas, aqui está o dilaceramento lírico, sem o qual a poesia não se derrama nem se condensa.

Affonso Romano de Sant'Anna

 

Tinto

Nilzanira Reyes

"Ao apresentar aos leitores o livro de estréia de Nilzanira Reyes, Tinto, a Editora da Palavra dá mais um passo na direção do que considera fundamental em poesia: primeiro a expressão de uma voz original, a sua percepção do real, depois a tradução do sentimento, procura minuciosa das palavras, o trabalho, o respeito ao tempo em que o poema repousa, não sem cuidado, não sem um trabalho paciente e persistente, até que passe a existir, natural, como se tivesse nascido pronto.

A poesia de Nilzanira Reyes é fruto desse trabalho e da observação do mundo em que vive, não para julgar ou posicionar-se, mas para humanizá-lo com delicada compaixão. A força da memória está presente na maioria dos poemas, já que 'Toda poesia nasce da devoção das lembranças', conforme Heidegger.

Estão presentes também devoção e amor, esse em primeiro lugar, porque é nesse universo que a autora se coloca, sem nenhuma pretensão, apenas porque ocupa um lugar destinado.

Enquanto isso, vive e escreve como quem degusta."

As Editoras

 

Mar Espesso
Maria Dolores Wanderley

Pablo Neruda no poema "Enigma": Perguntaste-me que fia o crustáceo entre as suas patas de ouro e eu vos respondo: O mar o sabe. E foi justamente em alto Mar Espesso com seus encantos e mistérios (todo encanto é um mistério mas raríssimos mistérios têm encantos) que a poeta Maria Dolores Wanderley decidiu mudar, sair da rota da sonolenta poesia brasileira, afogou a solidão, matéria prima de 9 entre 10 falsos poetas, confessou e cantou o amor, o amor sem limites, o amor compartilhado que nada tem de submisso, o amor que não permite sequer a possibilidade da trsiteza, da derrota como você comprovará no poema "Canção": Quando ia dizer-te/ do meu amor cativo/ pássaros voaram/ do meu coração/ Quando ia confessar-me/ inadequada para viver/ uma feroz infelicidade/ me porcorreu.

Luiz Horácio Rodrigues
jornalista

 


Contramão
Alcir Henrique da Costa

" Mais de vinte anos depois, Alcir Henrique ressurge literariamente com esses primorosos contos de Contramão. De imediato há de se notar que agora o apuro artesanal chega a tal ponto, que dir-se-ia desenhar agudas, bem lapidadas arestas de um reto-diamante, construído não somente na luz, mas também em muita sombra, delírio e pesadelo. Os diálogos se mostram exemplares e o livro revela uma unidade estilística que impressionou a todos os que puderam ler de primeira mão, como foi o caso do poeta Álvaro Mendes, entusiasta da obra. Ao lado do esmero formal, os temas das narrativas são bastante variados, o que torna o livro vivo, surpreendente, bom de ler. "

Afonso Henriques Neto


 

Sol Sobre o dilívio
Helena Ortiz

"Econômica no dizer, pungente no sentir, competente ao transmitir: três qualidades marcantes desta poeta que se reafirma aqui em linguagem inconfundível e unidade expressiva integrada de voz, características exclusivas de poetas prontos. Com este livro, no meu entender, Helena Ortiz ingressa definitivamente na categoria de poeta de nascimiento sin poder remediarlo."

Márcia Canvedish Wanderley

 

A Duna Intacta
Maria Dolores Wanderley

Por contar com um talento poético genuíno, Maria Dolores Wanderley conseguiu extrair grande poesia do amálgama dessas matérias tão avessas como os elementos do mais puro lirismo (a areia, o vento, a luz, o tempo), e o reconhecimento, moderníssimo, de todo o anti-lirismo de nossos tempos difíceis.

Não há como não manter corações e mentes abertos para esta que vem se tornando uma das mais interessantes alquimias poéticas desta hora.

Carlito Azevedo


 

Jaula
Astrid Cabral

"O bestiário da Astrid Cabral começa singelamente nesta declaração de princípios: "o bicho é meu amigo." Pois é pelo reatamento da amizade com os bois, a onça, o cavalo marinho, a ararajuba, transfigurados em sua sedução e seu mistério pela imaginação lírica, que vamos reencontrar nossa animalidade, resgatar nosso pertencimento à natureza. O que se mostra decisivo para a celebração de um novo contrato natural, numa época de grandes devastações. Os versos de Jaula trabalham pela liberdade e o respeito aos animais, remetendo-nos ao encatamento que em outras eras unia homens e bestas num só teerritório mitopoético."

Jair Ferreira dos Santos

 

O Terceiro Jardim
Marcia Cavendish Wanderley

"Antes ser tamarineira". É com essa aparente simplicidade que a poesia de Márcia Cavendish Wanderley tece sua teia de versos originais e inesperados. Há neles uma visitação ao passado, segundo um álbum de lugares, rostos, leituras, mas é pelo devir, pelo desejo de ser ou ter sido outra coisa que seus poemas pousam no presente, para nos seduzir com apelos aos sentidos, à imaginação do tempo, à ambigüidade entre usufruto e perda. "

Jair Ferreira dos Santos

 

 

 

 

 
 
 
poeta da vez
indicações: leia mais
editora da palavra