Seguranca Publica/A
liqüidação do Ópio
- Trad. Cláudio Willer
Antonin Artaud
Tenho a intenção
declarada de encerrar o assunto de uma vez
por todas, para que não venham mais
nos encher a paciência com os assim
chamados perigos da droga.
Meu ponto de vista é
nitidamente anti-social.
Só há uma
razão para atacar o ópio.
Aquela do perigo que seu uso acarreta ao
conjunto da sociedade.
Acontece que este perigo
é falso.
Nascemos podres de corpo
e alma, somos congenitamente inadaptados,
suprimam o ópio: não suprimirão
a necessidade do crime, os cânceres
do corpo e da alma, a inclinação
para o desespero, o cretinismo inato, a
sífilis hereditária, a fragilidade
dos instintos; não impedirão
que haja almas destinadas a seja qual for
o veneno, veneno da morfina, veneno da leitura,
veneno do isolamento, veneno do onanismo,
veneno dos coitos repetidos, veneno da arraigada
fraqueza da alma, veneno do álcool,
veneno do tabaco, veneno da anti-sociabilidade.
Há almas incuráveis e perdidas
para o restante da sociedade. Suprimam-lhes
um dos meios para chegar à loucura:
inventarão dez mil outros. Criarão
meios mais sutis, mais selvagens; meios
absolutamente desesperados. A própria
natureza é anti-social na sua essência
– só por uma usurpação
de poderes que o corpo da sociedade consegue
reagir contra a tendência natural
da humanidade.
Deixemos que os perdidos
se percam: temos mais o que fazer que tentar
uma recuperação impossível
e ademais inútil, odiosa e prejudicial.
Enquanto não conseguirmos suprimir
qualquer uma das causas do desespero humano,
não teremos o direito de tentar a
supressão dos meios pelos quais o
homem tenta se livrar do desespero.
Pois seria preciso, inicialmente,
suprimir esse impulso natural e oculto,
essa tendência ilusória do
homem que o leva a buscar um meio, que lhe
dá a idéia de buscar um meio
para fugir às suas dores.
Além do mais, os
perdidos são perdidos por sua própria
natureza; todas as idéias de regeneração
moral de nada servem; há um determinismo
inato; há uma incurabilidade definitiva
no suicídio, no crime, na idiotia,
na loucura; há uma incrível
corneação entre os homens;
há uma fragilidade do caráter;
há uma castração do
espírito.
A afasia existe; a tabes
dorsalis existe; a meningite sifilítica,
o roubo, a usurpação. O inferno
já é deste mundo e há
homens que são desgraçados,
fugitivos do inferno, foragidos destinados
a recomeçar eternamente sua fuga.
E por aí afora. O homem é
miserável, a carne é fraca.
Há homens que sempre se perderão.
Pouco importa os meios para perder-se: a
sociedade nada tem a ver com isso. Demonstramos
– não é? – que
ela nada pode, que ela perde seu tempo,
que ela apenas insiste em arraigar-se na
sua estupidez.
Aqueles que ousam encarar
os fatos de frente sabem – não
é verdade? – os resultados
de uma possível proibição
no álcool. Uma superprodução
da loucura: cerveja com éter, álcool
carregado com cocaína vendido clandestinamente,
o pileque multiplicado, uma espécie
de porre coletivo. Em suma, a lei do fruto
proibido. A mesma coisa o ópio.
A proibição,
que multiplica a curiosidade, só
serviu aos rufiões da medicina, do
jornalismo, da literatura. Há pessoas
que construíram fecais e industriosas
reputações sobre sua pretensa
indignação contra a inofensiva
e ínfima seita dos amaldiçoados
da droga (inofensiva porque ínfima
e porque sempre uma exceção),
essa minoria de amaldiçoados em espírito,
alma e doença.
Ah! Como o cordão
umbilical da moralidade está bem
atado neles! Desde a saída do ventre
materno – não é? –
jamais pecaram. São apóstolos,
descendentes de sacerdotes: só falta
saber como se abastecem da sua indignação,
quanto levam nessa, o que ganham com isso.
E, de qualquer forma, essa não é
a questão.
Na verdade, o furor contra
o tóxico e as estúpidas leis
que vêm daí:
1º É inoperante
contra a necessidade do tóxico que
saciada ou insaciada, é inata à
alma e induziria a gestos decididamente
anti-sociais mesmo se o tóxico não
existisse.
2º Exaspera a necessidade
social do tóxico e o transforma em
vício secreto.
3º Agrava a doença
real e esta é a verdadeira questão,
o nó vital, o ponto crucial:
Desgraçadamente
para a doença, a medicina existe.
Todas as leis, todas as
restrições, todas as campanhas
contra os estupefacientes somente conseguirão
subtrair a todos os necessitados da dor
humana, que têm direitos imprescritíveis
no plano social, o lenitivo dos seus sofrimentos,
um alimento que para eles é mais
maravilhoso que o pão, e o meio,
enfim, de reingressar na vida. Antes a peste
que a morfina, uiva a medicina oficial;
antes o inferno que a vida.
E é aqui que a
canalhice do personagem abre o jogo e diz
a que vem: em nome, pretende ele, do bem
coletivo. Suicidem-se, desesperados, e vocês,
torturados de corpo e alma, percam a esperança.
Não há mais salvação
no mundo. O mundo vive dos seus matadouros.
E vocês, loucos lúcidos, sifilíticos,
cancerosos, meningíticos crônicos,
vocês são incompreendidos.
Há um ponto em vocês que médico
algum jamais entenderá e é
este ponto, a meu ver, que os salva e torna
augustos, puros maravilhosos: vocês
estão além da vida, seus males
são desconhecidos pelo homem comum,
vocês ultrapassam o plano da normalidade
e daí a severidade demonstrada pelos
homens, vocês envenenam sua tranqüilidade,
corroem sua estabilidade. Suas dores irreprimíveis
são, em essência, impossíveis
de serem enquadradas em qualquer estado
conhecido, indescritíveis com palavras.
Suas dores repetidas e fugidias, dores insolúveis,
dores fora do pensamento, dores que não
estão no corpo nem na alma mas que
têm a ver com ambos. E eu, que participo
dessas dores, pergunto: quem ousaria dosar
nosso calmante? Em nome de que clareza superior,
almas nossas, nós que estamos na
verdadeira raiz da clareza e do conhecimento?
E isso, pela nossa postura, pela nossa insistência
em sofrer. Nós, a quem a dor fez
viajar por nossas almas em busca de um lugar
mais tranqüilo ao qual pudéssemos
nos agarrar, em busca da estabilidade no
sofrimento como os outros no bem-estar.
Não somos loucos, somos médicos
maravilhosos, conhecemos a dosagem da alma,
da sensibilidade, da medula, do pensamento.
Que nos deixem em paz, que deixem os doentes
em paz, nada pedimos aos homens, só
queremos o alívio das nossas dores.
Avaliamos nossas vidas, sabemos que elas
admitem restrições da parte
dos demais e, principalmente, da nossa parte.
Sabemos a que concessões, a que renúncias
a nós mesmos, a que paralisias da
sutileza nosso mal nos obriga a cada dia.
Por enquanto, não nos suicidaremos.
Esperando que nos deixem em paz.
Texto extraído do livro “Escritos
de Antonin Artaud” da Coleção
Rebeldes e Malditos, L&PM Editores,
1983 e sucessivas reedições.
Seleção, tradução,
prefácio e notas de Claudio Willer
<<voltar
para a página principal

SOU MAIS JAMELÃO
DO QUE JAGGER
Noite dessas, louça
da janta já lavada, bebia café
na mesa da cozinha bem devagar pra fazer
render o bom. E ainda estalava a língua
de puro prazer por estar ali comigo mesma,
inteira, sem prazos, sonhadora, numa quietude
mais que benta, de invejar aos serafins.
Depois fui até
a janela, acendi a luz lá dos fundos
e fiquei espiando as plantas sob o sereno
prazenteiro. Dava gosto ver como crescia
a muda de beijo que a vizinha Idalina me
ofertou por cima do muro com uma gratuidade
sem qualquer interesse: queria apenas me
agradar.
Cheguei a comentar com
Neide (que pinta as unhas de um vermelho
quase preto, coitada) sobre a alma nobre
daquela amiga, mas a supracitada torceu
o nariz num amuo de menosprezo e comentou
sem a menor sensibilidade que beijo “é
planta que dá em qualquer vala”.
Só não parti
para a ignorância, só não
lhe devolvi o azedume à altura, porque
já me cansei dessas porretadas que
chegam assim sem causa aparente, nas ocasiões
mais indevidas. Quanto mais progride a idade,
mais sinto preguiça em relação
à violência e a seus substratos.
Pois gostei como quê
da mudinha de beijo, ainda mais que Idalina
enfatizou se tratar de uma variação
meio rara, com flores brancas – e
aí ela arregalou os olhos num arremedo
de garotinha que faz das suas. No entanto,
tem a mesma idade que eu e, como eu, sabe
envelhecer.
Não quero dizer
de jeito nenhum que a pessoa deve se entregar.
Ah, isso é que não! Mas essa
negociação sobre a passagem
do tempo, esse jogo é como qualquer
outro: de antemão, a gente sabe que
vai perder. Sempre passo creminhos e gosto,
mas sei que não vou virar uma Lollobrígida.
Pois na noite em que estava
na cozinha, pensava sobre tudo isso e atinei
que a eternidade mora no coração.
Tudo depende de sentimento. E foi aí
que botei na vitrola um antigo elepê
de Jamelão cantando Lupiscínio
Rodrigues. Conhecem? Uma beleza, de se revirar
os olhos!
Quando ouvia pela segunda
vez, Idalina soltou uma gargalhada lá
de sua casa e disse em voz alta “ô,
Leonor, você não presta mesmo,
hein, mulher!”, e continuou a gargalhar
sem maiores explicações, enquanto
do outro lado do muro eu adivinhava sua
expressão divertida.
Claro, pedi que a dita
esclarecesse, porque sua observação
carecia do mínimo sentido.
“Ora, ainda não
percebeu? Nesta noite, neste exato momento,
o mundo inteiro está em Copacabana
assistindo o show dos Stones, enquanto
você ouve Jamelão, minha querida!
Ficamos velhas ou nos livramos do tempo,
hein, Leonor? Onde aquela antiga obrigação
de ser feliz?”
Então, caí
em mim e gostei ainda mais de estar comigo
– uma rebelde demodé! Nada
de proposital. Esquecera dos roqueiros sexagenários
(argh, aquele tal de Jagger parece um invertebrado!)
e escolhera a música de minha preferência
sem preocupação de agradar
a qualquer.
E deu até pena
do coitado. Quer dizer, a pessoa passa dos
60 anos e não pode descansar. Tem
que ficar fingindo que ainda é jovem,
que ainda tem pique, pra ser aceito por
uma platéia teleguiada, sem desejos,
fã suposta de um grupo que um dia
foi revolucionário.
Enquanto isso, na contracorrente
desses desajustes, eu me deixava embalar
pelo samba-canção de Lupicínio.
Vida melhor? Qual? Estava sendo feliz sem
divulgação nem patrocínio,
num anonimato que me protegia da especulação
e da obrigatoriedade de revelar a receitinha
de bem-estar aos demais, aos que andam por
aí sem destino e caem na armadilha
marqueteira dos Stones. Comigo não,
violão.
O show bobo aconteceu
uma semana antes do carnaval, que é
a nossa festa mais legítima, apesar
da burocracia, dos patrocinadores e do caráter
estatal que deturpa tudo.
De qualquer forma, o revide
não tardou. Além dos blocos
de rua que proliferaram por toda a cidade,
as escolas deram um espetáculo à
parte e, pela tevê, pude ver o Jamelão
puxando o samba da Mangueira.
Ô crioulo danado,
gente! Vocês viram? Velho, encarquilhado,
curvado sobre si mesmo, ele reinava no alto
de um carro de som, amparado por dois jovens
que cuidavam de seu equilíbrio.
Pois, com mais de 80 anos, ele cantou com
uma categoria e com uma autoridade raras.
E nem precisou se requebrar feito o Jagger
para agradar.
Claro, claro, tem lugar
pra todo mundo, e não me oponho ao
show dos ingleses, mas sinceramente ignoro
como um povo tão criativo e animado
como o nosso dá mais cartaz ao que
vem de fora.
Aliás, quanto ao
carnaval, não posso dizer que me
esbaldei. Nesta idade, faltam-me ilusões
e hormônios para tanto. Mas foi melhor
do que eu esperava e, por me surpreender,
me agradou mais ainda.
Pois estava meio desiludida
na janela em plena segunda-feira, sem assuntos
nem interesses, quando Carlinhos, a quem
ensinei as primeiras letras, passou com
uma linda fantasia (de príncipe,
talvez), deu adeusinho de tão bem
educado e me fez um convite.
Queria que eu fosse com
ele até a Praça Mauá
para sairmos no bloco de jongo que desce
da Baixada Fluminense para lembrar ao pessoal
do samba que as origens continuam preservadas.
Disse que não, ora bolas, já
estou com as articulações
em petição de miséria,
mas ele insistiu.
Fomos de carro (o danado
já dirige!) e saltamos no meio da
arruaça. O ritmo lento me agradou
de imediato. Quando vi, estava já
dando um passinho pra lá e outro
pra cá, a meu modo e conforme as
limitações me permitiam. Carlinhos,
sempre atencioso, não descuidava
de mim e, assim amparada, jonguei até
o final da tarde!
Idalina ainda se ri quando
conto da farra e só reclama de não
a ter levado junto. Mas foi tão de
repente, nem lembrei de convidá-la,
porque, além do mais, apostava tudo
como não seria divertido.
E foi! E foi! Porque não
precisei disfarçar a idade pra agradar
a ninguém, porque não precisei
mostrar a bunda pra atiçar ninguém,
porque não precisei empinar os peitos
pra mostrar que era tal ... E, ainda assim,
pública, anônima, democrática,
exultava! Da mesma forma que Jamelão
no alto do carro da Mangueira.
<<voltar
para a página principal

cinema pipoca
barriga cheia cabeça oca
Helena Ortiz
Há um certo tipo
de comportamento pedindo estudos: por que
pipocas dentro das salas de cinema?
Mais um: por que é
que as pessoas precisam comer em horários
em que não estão acostumadas
a comer?
O leitor, mais viajado
que eu, há de conhecer casos, mas
conto o que sei: em Porto Alegre, no cinema
Guion há um cartaz que diz “tantos
anos sem pipocas”. No mesmo cinema,
ao comprar um pacote de chocolates numa
embalagem de papel laminado fui inquirida
pelo vendedor do café se pretendia
comê-los dentro da sala. Respondi
sim e então, educadamente, ele me
pediu de volta a embalagem, e com uma tesoura
tirada da gaveta, cortou-a, colocando os
chocolates dentro de outro saco, de material
silencioso. Não me perguntou se eu
costumava chupar enquanto comia, nem se
o chocolate era crocante, ou se eu ia comer
os chocolates antes ou depois de iniciar
o filme, mas isso já é outra
história. De qualquer forma, fez
o possível para evitar que eu, com
o irritante matraquear de papel laminado,
incomodasse outros usuários do cinema.
Já a mesma coisa
não acontece com as pipocas, que
têm o agravante de terem um cheiro
forte.
Ora, o que o comedor de
pipocas pode achar muito bom, às
vezes pode ser péssimo para outra
pessoa, que almoçou ou jantou há
pouco ou que, por acaso, talvez não
goste de pipocas. (não é meu
caso).
Acredito que o mau hábito
tenha se disseminado com o advento da televisão
(outro mau hábito), quando as pessoas
começaram a se reunir em casa, e
aí sim, com a anuência de todos,
come-se pipoca a valer. Vá lá.
Mas levar um hábito
caseiro, seja qual for, e mesmo que pareça
bom, para lugares públicos é,
no meu entender, falta de educação.
Há um outro motivo: nossos vizinhos
do norte, que comem tudo o que está
pela frente, não podem deixar de
comer (e de lucrar) um só momento.
Uma hora de filme em que ninguém
gaste nada é impossível de
aceitar pelo sistema capitalista. Daí
passaram as amáveis carrocinhas de
pipoca para DENTRO dos cinemas, os mesmos
onde era proibido comer picocas, em outros
tempos.
Impor aos espectadores
ruídos que não sejam os do
filme, e principalmente em momentos cruciais,
é também descaso para com
a arte. Há filmes que requerem, exigem
até, absoluta concentração,
o que não se consegue com uma pessoa
comendo pipocas e depois amassando sacos
e latinhas.
Já no caso de quem
come em horários estranhos é
mais difícil. Suponhamos que v. não
coma nunca entre meia-noite e três
horas da madrugada, o que aliás,
dizem, é desaconselhável,
uma vez que é o horário em
que o fígado trabalha. Mas é
só viajar nesse horário, e
logo você está obrigado a comer,
sejam os lanchinhos insulsos oferecidos
pelas companhias de aviação,
sejam outros, que você, de repente,
sem nenhuma explicação plausível,
quer, precisa comprar, nas paradas à
beira das estradas.
Já houve caso em
que faltou luz num desses paradouros e os
passageiros mesmo assim não desistiram
do seu lanche, do seu café ou do
que quer que fosse que pudessem ingerir.
Por que diabos a pessoa tem que estar sempre
comendo? Ansiedade? Medo da viagem? Influência
norte-americana? Falta do que fazer com
as mãos? Com a boca? Não sei.
O que sei é que tenho procurado ir
ao cinema nos horários mais difíceis,
na última sessão, em dia de
chuva, e nem assim me livro de um comedor
de pipocas. Não o contrario. Não
reclamo. Mudo de lugar quando posso. Já
me aconteceu de sentar perto de uma moça
muito gorda que levou não um, mas
dois sacos, uma lata de coca-cola e um saco
de balas. Se ela viu o filme com tantos
afazeres, não sei. Eu não
vi. Vi uma doença se nutrindo.
Outros, no afã
de olharem para a tela (afinal, pagaram
caro para isso) deixam cair a metade das
pipocas no chão).
Comer pipocas no cinema
é tão chato quanto deixar
ligados os celulares. Aliás, pensando
bem, comer pipocas talvez seja pior, porque
os celulares, chamam e param, não
cheiram e não sujam, enquanto as
pipocas, mesmo quando os cinemas são
limpos de uma sessão para outra,
dão uma impressão de que pagamos
para assistir a um filme numa sala onde
os cavalões nos antecederam.
V. aí, que adora
comer pipocas do cinema, deve estar torcendo
o nariz para mim, que critico o hábito.
Mas eu lhe pergunto: você come pipocas
em salas de concerto? no teatro? na ópera?
em espetáculos de dança? Então,
por favor, me diga: por que precisa comer
no cinema?
Não bastasse tudo
isso, os cinemas do Unibanco ainda exibem
um comercial sobre a segurança das
salas em que os espectadores são
representados por sacos de pipoca. Não
existe maior desrespeito! E se acham criativos.
Há algum tempo
ia-se ao cinema e depois jantar, para comentar
o filme. Hoje em dia, talvez em virtude
da situação econômica,
vai-se ao cinema e janta-se ao mesmo tempo.
Comentar o filme?
Para quê, se a intenção
é mastigar?
<<voltar
para a página principal |